sábado, 9 de abril de 2011

massacre na escola

menino menina a aula começa
não faça barulho
senão a professora estressa
mas o barulho vem de fora
tiros? abaixe a cabeça

eu aponto meu lápis
tu apontas o teu
ele aponta uma arma
nós apontamos o céu
vós apontais o massacre
eles descobrem nosso véu

o véu da inocência rasgado e com sangue
professor me proteja
sou pequeno pra morrer
ciências geografia biologia história
português e para quê?
se na hora da verdade pra viver tem que correr

bala certa bala maldita
em escola
só pode ser bala chita
mas não é
não é doce
é lembrança infinita

4 comentários:

  1. Que saudade de você, eu senti sua poesia por inteiro. Que saudade!

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  2. Olá
    Um tempo por onde passei e vivi esses sentimentos, que sonhei acabarem, mas continuamente se repetem.
    Um abraço

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