segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Nada há

não há flores
nem caixas de chocolates
não há surpresas
nem abraços longos
não há lágrimas
nem festas
não há promessas
nem mãos cortadas
nem sangue misturado
nem almas entrelaçadas
apenas há o que houve
lembrado na carne
houve e nunca mais haverá
não pode ser
não é
e se não é
nada há
e
fim

3 comentários:

  1. Rivera....ahhh!Rivera.

    não há nada mesmo

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  2. Luu, você e seus poemas 'tocantes'.

    Adoro seu blog. Adoro você.

    Beeijo. :)

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